Rezava o padre nosso que sabia,
A pedir-te, humildemente,
O pão nosso de cada dia,
Mas a tua bondade omnipotente,
Nem me ouvia.
Liberdade, que estais na terra,
E a minha voz crescia,
De emoção,
Mas um silêncio triste sepultava,
A fé que ressumava,
Da oração.
Até que um dia, corajosamente,
Olhei noutro sentido, e pude, deslumbrado,
Saborear, enfim,
O pão da minha fome,
Liberdade, que estais em mim,
Santificado seja o vosso nome.

